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Ensino
de Pós-Graduação
O
Ensino de pós-graduação possui papel que também
é o de potencializar o caráter das demais atividades universitárias.
Ele alimenta a atividade de pesquisa com a curiosidade ainda indisciplinada,
e portanto fértil, dos jovens em formação. Amplia
os horizontes do ensino de graduação, abrindo para os graduandos
a perspectiva de um direcionamento acadêmico para sua formação,
simetricamente transformando a alternativa do direcionamento profissionalizante
em uma opção, e não mais uma via única. Os
conteúdos da graduação e pós-graduação
interagem dinamicamente, engendrando mútua plasticidade. Em nossa
concepção, é preciso reconhecer o papel sutil da
pós-graduação, no conjunto do organismo universitário,
para estabelecer as políticas de caráter público,
diversificado, experimental, capazes de fortalecer esse nível de
ensino, ao mesmo tempo impulsionando a totalidade da instituição.
A UFMG consistentemente vem aparecendo, nos últimos anos, entre
as duas melhores universidades brasileiras no ensino de pós-graduação,
quando se toma como parâmetro a média dos conceitos CAPES
de seus cursos. Deve-se reconhecer, nesse ponto, o efeito de uma política
institucional de longo prazo que vem sendo aplicada com consistência
há décadas, que permitiu um crescimento relativamente homogêneo
das diversas áreas. É preciso modular tal política,
atualizando-a em relação aos desafios do presente.
Há duas tarefas, no âmbito da pós-graduação,
que se revestem de importância estratégica dada a situação
presente. Por um lado, é necessário criar uma maior densidade,
na UFMG, de cursos avaliados nos níveis 6 e 7 da CAPES. Para isso,
são necessárias tanto medidas no sentido de garantir a sustentabilidade,
no longo prazo, da permanência nesses conceitos dos cursos que já
se encontram nesses patamares, quanto medidas que permitam aos cursos
com conceito 4 e 5 galgar posições.
Por outro lado, é preciso universalizar a presença da pós-graduação
na totalidade das áreas da UFMG, abrindo programas nas poucas áreas
onde estes não existem, e iniciando doutorados onde só funcionam
mestrados. Lembramos que a própria identidade de UFMG não
se completa na ausência da pós-graduação –
até o sentido de pertinência do docente à instituição
é em grande escala fortalecido com uma atuação nesse
nível.
A força de nossa proposta de experimentação se revela
na possibilidade de explorar peculiaridades da UFMG, de sua história,
de sua formação, para permitir saltos de qualidade, dando
conseqüência ao melhor do interesse público que define
os destinos desta instituição.
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