ELEIÇÕES
PARA REITOR E VICE-REITOR
Gestão 2006 - 2010
CHAPA 02


 
 
Ensino de Graduação

No Brasil, o ensino de graduação é a face mais visível da interação universidade e sociedade e a atividade que envolve o trabalho da grande maioria da comunidade acadêmica. Talvez por isso, seja essa a atividade que mais lentamente se adapta a novas realidades; a que mais se regula por normas estritas e, sobretudo, por interpretações restritivas dessas normas. Certamente, a UFMG se destaca pela excelência de sua graduação, mas essa seja talvez a área que mais possa se beneficiar dos eixos de nossa proposta para a Reitoria: interesse público, diferença e experimentação.


O interesse público requer, em primeiro lugar, que a UFMG cumpra o papel social que todas as sociedades esperam de suas universidades: oferecer ensino de excelência e continuamente aprimorar essa qualidade. Comprometê-la, é renunciar ao seu papel social. Mas, para uma Universidade que se deseja republicana, inserida em seu tempo e espaço, manter a excelência é condição necessária, mas não suficiente. É preciso também estender essa excelência a uma população estudantil mais numerosa e diversa. Sabe-se que o diploma de nível superior constitui hoje, o mais importante mecanismo de ascensão social. Neste sentido, é papel da UFMG se preocupar, tanto com a democratização do acesso aos seus cursos, quanto viabilizar a permanência dos estudantes que neles ingressarem.


O eixo da diferença requer que a própria formação do estudante, bem como os procedimentos acadêmicos, sejam assim concebidos. Os projetos pedagógicos dos cursos devem contemplar a diversidade dentro de limites que garantam sua identidade própria. Observamos que a diversidade não pode comprometer a identidade e deve estar voltada para a formação de excelência do estudante. A identidade, por sua vez, não pode ser empecilho para a diversidade. A flexibilização curricular é um dos instrumentos para se alcançar a multiplicidade de diferentes perfis profissionais, e deve avançar na prática, não se guiando por fórmulas pré-determinadas do que é ser flexível. Os profissionais egressos dos cursos da UFMG devem, cada vez mais, estar preparados para atuar como agentes de mudança numa sociedade cada vez mais complexa e dinâmica. Portanto, é fundamental que os currículos possuam mecanismos que por um lado, captem esta crescente diferenciação de necessidades e, por outro lado, se adaptem para contemplá-la.


O caminho da diferença – e também o da experimentação – requer que sejam revistos regulamentos universitários. Mas, isso não é o que mais nos limita em relação aos procedimentos acadêmicos. Os maiores entraves decorrem de interpretações restritivas desses regulamentos, contrárias aos interesses pedagógicos. É necessária a desconstrução burocrática de procedimentos acadêmicos, com descentralização de práticas, apoiando-se os colegiados para o exercício de competências a eles atribuídas pelo Estatuto, mas que freqüentemente são exercidas em outras esferas.


A experimentação e a diferença nos sugerem a perspectiva de exercitar práticas diversificadas, adequadas a cada espaço específico, que podem, inclusive, ser implantadas propositadamente com caráter transitório. As medidas para inclusão social, por exemplo, não necessitam ser as mesmas para todas as áreas. As atividades acadêmicas já existentes na universidade podem ser também organizadas em mosaicos diferentes, originando cursos novos, não ancorados em profissões já existentes, que podem tanto ser oferecidos como uma das opções do vestibular, quanto disponibilizados como opção de formação para alunos vinculados aos cursos oferecidos no vestibular.

Voltar para: Textos

 

 

 


Comitê Ronaldo + Heloisa: Campus UFMG / PCA - Engenharia -Sala 229 - Telefones: (31) 3499-4814 / (31) 3499-4815
© r+h 2005 | Belo Horizonte, MG - Brasil | Todos os direitos reservados | Melhor visualizado em resolução 800 x 600 ou superior