Ação Cultural na Universidade
Pensamos
que o aspecto de estabelecimento da cultura enquanto elemento vital
envolve uma conjugação de ações, de diversas
naturezas, com elevada interdependência. É preciso estabelecer
toda uma programação de eventos e atividades, de iniciativa
da reitoria. Ao lado disso, é absolutamente necessário
contar com a manifestação da própria comunidade,
para promover outros tantos eventos. Parte da programação
deve ser rotineira e estar sempre disponível: concertos, mostras
de arte, debates, aulas-magnas, cafés literários e filosóficos,
etc. Parte da programação deve ser pensada em termos de
eventos maiores, focais. Não basta, claro, haver eventos disponíveis.
É preciso que as atividades se tornem visíveis enquanto
conjunto, para possibilitar às pessoas habitar o espaço
da cultura na UFMG. É tarefa necessária coletar a informação
a respeito de toda a programação da UFMG, fazendo-se a
divulgação de maneira estruturada.
A
parte mais complicada, e também a mais necessária, do
projeto da cultura intra-UFMG, é a de estabelecer os espaços
da cultura, tanto sob o ponto de vista físico (salas de exibição,
auditórios, espaços para convivência e confraternização,
etc) quanto sob o ponto de vista dos vínculos do público
universitário com tais espaços. Chamar as pessoas é
tarefa delicada, que envolve a criação do lugar onde cada
um vai para conhecer, para se reconhecer, para partilhar.
Ao
discutir o tema da cultura, é obrigatório fazer especial
menção à noite, onde, por natureza ou vocação,
a cultura tem sempre procurado abrigo. Estabelecer uma forte programação
cultural noturna tem a múltipla virtude de ocupar os espaços
da universidade, predominantemente vazios nesse período, e estabelecer
um espaço de convivência para todos, num movimento de integração
também includente.
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