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Cultura
e Universidade
Razão e saber: matérias imaginadamente estruturantes da universidade. Que se desmaterializam quando instrumentalizadas – ou formatadas – para se subordinar ao modus operandi da “fábrica da ciência”. Ciência, na sociedade moderna, é número: número de artigos, número de citações, indicadores de produção... O cientista (docente ou discente), operário da ciência, à medida em que se especializa, se aprofunda, se concentra, corre em direção à perda da liberdade, no típico processo de alienação do trabalho e de reificação do produto. A liberdade humana, valor da civilização que a universidade também tem o papel de cultivar, exige que, ao lado da “fábrica da ciência”, se construa a cidade dos homens, onde possam ocorrer as trocas, onde possam sobreviver o velho e o belo, onde a razão e a emoção se reencontrem na forma de sabedoria. Pensamos que na UFMG hoje é prioritário o resgate da cultura. Recusamos a concepção de que cultura seja um punhado de eventos e de objetos para ver, com função simplesmente decorativa, como a de quadros na parede. Tal concepção apenas institucionaliza a “fábrica da ciência”, erguendo ao seu lado a “fábrica de objetos de arte”, relegando a área de artes ao estatuto de formadora de mão-de-obra para a “indústria do entretenimento”. Nós pensamos a cultura como o espaço do cruzamento dos saberes. Pensamos nela como o locus onde fermentam o pensamento livre e a tradição da crítica. Onde o exercício do intercâmbio, do debate e da disputa delimitam o espaço comum de pertinência, que dota de significado nossa presença. Espaço que, para ser de criação, não pode admitir uma pré-formatação que o desfigure – para a UFMG respirar, é preciso que ressurjam os espaços não-estruturados de convivência e as ações espontâneas e descentralizadas; e que o tempo do pensar e do interagir possa ser minimamente recuperado. Ao incluir o conhecimento científico, tal concepção de cultura simultaneamente o liberta, permitindo-lhe se reinserir no sonho da felicidade humana. O resgate da cultura, esse macro-conceito que engloba todas as narrativas do nosso estar-no-mundo, se traduz na recuperação do sentido humanista da Universidade. Trata-se de estabelecer, de forma includente, a universalização do acesso à cultura, e o seu reconhecimento enquanto pedra angular da formação humana. Resgatar o papel do intelectual, trazendo-o de volta para um mundo onde ele pode intervir, recuperando para a sociedade a possibilidade da reflexão e da crítica. Para apresentar o que pensamos sobre o tema da cultura, dividimos a questão em:
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