O terceiro dos princípios
que defendemos, a ênfase na experimentação, representa,
de forma muito singular, a própria natureza do conhecimento,
que confere identidade à instituição universitária.
No campo do saber, o que continuamos a pesquisar, o que ainda não
sabemos, as áreas de incerteza importam mais do que o que já
dominamos, o que já faz parte do nosso acervo. Ora, é
justamente o espírito de experimentação, o contato
corajoso com caminhos e medidas novas, com estratégias alternativas,
que permite o avanço do conhecimento. Instituições
de grande porte e de alta complexidade, como as universitárias,
tendem a persistir em práticas que, mesmo bem sucedidas no passado,
acabam por dificultar a inovação possível e as
modificações necessárias. Assim, torna-se particularmente
importante a criação de espaços de experimentação
referentes a procedimentos formativos na educação básica
e profissional, na graduação, na pós-graduação
e na extensão, a interações com a sociedade, a
propostas de avaliação de desempenho, a programas e intercâmbios,
a processos administrativos, entre tantas outras possibilidades. É
da atenção à experimentação que brotam
as novas direções a serem tomadas por instituições
como as universidades, que devem permanecer sempre à altura dos
desafios aportados pela história.
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