Nada é mais
público, nada é menos privado do que o conhecimento; nenhum
outro bem é mais extensivo do que o saber. A vocação
humanista, traço constitutivo da história da universidade,
apóia-se no diálogo permanente e no cultivo do conhecimento
como fator de liberação e de construção
de sociedades sempre mais inclusivas, sempre mais desenvolvidas. Assim,
em cada um dos setores da universidade, na graduação e
na pós-graduação, na extensão e na pesquisa,
nas políticas referentes a órgãos específicos
e nas relações com a comunidade externa de uma forma mais
ampla, será preciso ver o interesse público como princípio
a ser reafirmado e enriquecido.
O interesse público requer, em primeiro lugar, que a UFMG cumpra
o papel social que as sociedades devem esperar de suas universidades:
um ensino de excelência constantemente aprimorado e extensivo
a camadas cada vez mais amplas da população, dotado de
mecanismos que assegurem a permanência do estudante. Uma graduação
de excelência depende estritamente da criação de
condições sempre renovadas no campo do ensino, da pesquisa
e da extensão. Medidas capazes de manter ou elevar cada um de
nossos programas de pós-graduação aos patamares
mais exigentes são imprescindíveis e decorrem do compromisso
com o mesmo interesse público. Assim como é ainda em nome
do interesse público que cabe esperar da universidade, através
de modalidades as mais distintas, que seja capaz de transferir e estender
a amplos setores da sociedade o conhecimento aqui produzido.
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